quarta-feira, 6 de março de 2024

Sala Maestro Borba


Sala Maestro Borba

    Os caminhos foram se encontrando e, da parceria com Alef Carvalho, a Sala Maestro Borba começou a nascer. Um espaço criado para reunir, em petit comité, amigos e apreciadores de música e poesia e, eventos singelos que acontecerão, em meio a diálogos culturais e conversas interessantes entre os convidados e os artistas.
    
    Em ambiente arejado, localizado à rua Lima e Silva, 625, no apto. 12, no edifício Magnatas, em frente ao Zaffari da Lima, a Sala Maestro Borba está sendo tratada com uma iluminação suave e acolhedora e tem por objetivo reunir amantes da música para apreciarem novos artistas que estão sendo revelados na capital por meio do projeto Criarterias: oficinas de música e identidade cultural entre outros artistas convidados.
        Em uma sala ampla, estão instalados o piano Rösler - Czechoslovakia e um sistema de amplificação básica, para dar uma ambientação vocal aos cantores durante as apresentações. A intensão do Maestro Renato Borba, ao criar esse espaço é a de reinaugurar um hábito antigo e de família, em que amigos e parentes se reuniam para ouvir e apreciar música nas residências.
       Os eventos estão planejados para acontecerem com uma periodicidade mensal e com duração máxima de 2h. tendo a previsão para começar, pontualmente, às 19h com término às 21h.
       Os convidados podem trazer as suas bebidas prediletas para serem acomodadas na cozinha do espaço e durante os encontros, a princípio, serão servidos petiscos para serem degustados durante o espetáculo. Mas, futuramente, há a previsão de acontecerem jantares organizados por alguns amigos que estão se associando ao projeto para tornarem esses momentos ainda mais interessantes.
      Segundo o Maestro: a infraestrutura ainda é singela, porém, eficaz e organizada e a equipe tem a preocupação de acolher os convidados de maneira social e com um toque intimista.






 

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Suite Nordestina: processo criativo

Como os amigos sabem o Criarterias propõe-se a ser um projeto de formação de identidade cultural.
Então, nesta semana, aproveitarei o meu tempo neste espaço para expor um pouco do meu trabalho como educador.
Tenho uma aluno de piano de 51 anos, o Roberto Mascarello que na nossa primeira aula, como procedo com todos os alunos, foi convidado a "cantarolar um tema melódico" que, sugestivamente, lembrou-me um Baião em compasso quaternário.
Localizei o centro tonal da sua voz no instrumento e passamos a escrita do tema.
No decorrer do processo criativo da escrita do arranjo para o piano percebi que o tema principal poderia ser desenvolvido por uma flauta transversa que, poeticamente, travasse um diálogo com o piano.
Chegamos a conjecturar a possibilidade de escrevermos uma linha para um trio e pensamos num baixo, mas como o piano estava levando o baixo com uma escrita em 3,3,2, oferecendo ao arranjo do piano um movimento presente em várias culturas, inclusive, na brasileira, optamos por levarmos o Baião adiante considerando, "por enquanto", que a peça será para um duo. Ainda não definimos a instrumentação da Suíte. Se percebermos que será necessário implementar outros instrumentos é possível que os inclua desde o primeiro movimento... estamos analisando possibilidades.  
Em duas semanas - 4h/a - o primeiro movimento ficou pronto, então, levei para o laboratório o meu note com o MuseScore e comecei a introduzir o Roberto na prática de edição de partitura, nessa ferramenta, e, surpreendentemente, ele conseguiu escrever a obra em pouco menos do que dois encontros de duas horas.
Em um mês de trabalho, ou seja em 8h/a de piano o Beto criou, eu escrevi, a sua criação, com ele ao meu lado, observando todo o processo da escrita - no seu caderno, usando lapiseira, borracha e régua - para depois utilizarmos um editor, como ferramenta para darmos uma finalização a escrita criativa do Roberto e aos meus arranjos sobre a sua ideia.
Ele está tocando a obra inteira porque cada compasso escrito foi feito com foco no processo prático-teórico-prático, que adoto como metodologia de educação pianística, objetivando trazer para o papel cada movimento proposto pelo professor arranjador da criação do aluno para que dessa escrita resulte um movimento elaborado para propor uma dificuldade estética que resulte numa obra criativa, autoral, bela e com a identidade do aluno que se introduz ao estudo do instrumento a partir de um projeto composicional complexo que demandará muitos estudos em várias áreas da música, história da música, referencias rítmicas brasileiras, percepção de como a sua criação encontra em outros compositores estilo e formar entre outras centenas de processos que atuam de maneira complexa na formação do pianista!

Entrando no segundo movimento: o Frevo!

Ao terminarmos o Baião, cheguei em casa me preparando para propor ao Roberto um aprofundamento histórico no FREVO, e complementei os seus estudos com uma pequena monstra do que poderia ser a referencia sonora para começarmos a criar o FREVO. 
A primeira criação do Roberto foi o Baião e na semana seguinte sugeri que o projeto tomasse a forma de uma Suite para Piano e Flauta em três movimentos.
Surgiu a ideia de começarmos os estudos de piano do Beto pela criação da:

Suite Nordestina em três movimentos:
Primeiro Movimento: Baião
Segundo Movimento: Frevo - pra fritar os dedos do pianista
Terceiro Movimento: Maracatu
A partir dessa semana passaremos a pesquisar sobre o FREVO e para começarmos sugeri algumas referências musicais, ao Roberto, para que possamos dar início ao nosso processo criativo.
Fui ao "senhor Google", pelo Youtube e encontrei, de cara, duas referencias que já achei lindas pela diferença entre elas...
Vou postar abaixo pra que você de uma escutadinha com a gente:
Nessa primeira referencia uma ideia tradicional de Frevo para piano:
1. Tema: Duda no Frevo:
2. Aqui a partitura de Duda no Frevo:
https://youtu.be/VqRwCnya-ls
E aqui uma segunda proposta de referencia... só pra dar uma sacudida na ideia do projeto:
3. Marlos Nobre Frevo:
https://youtu.be/IXifIlE_WiQ
E boralá... brincar o carnaval!
No decorrer da semana seguirei postando o avanço do projeto...
Ahhh... claro que não pretendo postar a obra do Roberto enquanto não estivermos com os três movimentos prontos portanto... aguaaardem! ok!
Abração
Renato Borba
Maestro
Educando Criativamente!
Criarterias: oficinas de música e identidade cultural
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo.
Andradas,1223. Sexto Andar, Sala 03.
Centro Histórico de Porto Alegre.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

A Fotografia de Rosa Marim Pacheco

A fotografia da Rosa Marim Pacheco

Renato Borba

Que a Rosa tem acompanhado, apoiado, divulgado, e feito o diabo a quatro para estimular a música instrumental jazzística e brasileira em Porto Alegre todo mundo já sabe, mas o que, definitivamente, tem me impressionado nela é esse "olhar invasivo" que o fotógrafo "tem que ter" para conseguir capturar "mais que uma imagem", capturar as "sensações emocionais e sensíveis do espaço".
Nesse domingo passado, dia 31 de agosto, às !7h, a Rosa esteve no London Pub & Bistro para assistir o "Chá das Cinco" e fez os registros, que publico, para os amigos curtirem esse olhar artístico, que me encantou, assim que vi postadas na página do "Clube de Jazz Take Five"

Rosa, mais que  obrigado pela sua presença, fica registrado que além de teres um excelente olhar sobre a nossa arte, também tens um excelente gosto pra vinhos! heheheh!

Abração!

Renato Borba























Encontros Inusitados

Encontros Inusitados

Renato Borba

O London Pub & Bistro, todo domingo, às 17h, reúne músicos, amigos e amantes da música em encontros, literalmente, inusitados. Nesse domingo passado tive o prazer de encarar um desafio proposto pela Sandra na madrugada de terça feira. 

Tudo começou porque ela, ocasionalmente, me achou no Face, no meio da madrugada, trocando ideias com alguns amigos e, sorrateiramente, como quem não quer nada, entrou, in box, e me disse: "Borba, tu topas tocar com a Denise Tonon, no domingo, no Chá das Cinco, aqui no London?" hehehe!

A proposta da minha banda é tocar sempre NO FIO DA NAVALHA, topei imediatamente! Claro! Mesmo sem nem imaginar com quem estaria tocando e que repertório rolaria! 

O inusitado... nem sei mais se, de fato posso considerar inusitado, foi a quantidade enorme de desencontros que tivemos, o que não me abala mais, já que sempre que marco um show, acontecem todos os imprevistos possíveis de acontecer na vida de um músico antes de tocar, de maneira que, atualmente, eu nem esquento mais a cabeça... na hora... no palco... sempre rola tudo certinho! Ao menos é o que eu espero! heheh!

Marcamos um ensaio para o sábado à tarde... não rolou porque o pub teria um evento no único horário que teríamos disponível e, pra completar, o Peter -nosso batera - estava envolvido numa regata no Jangadeiros, que o comprometeu, tanto no sábado, quanto no domingo... tanto que ele chegou no meio do primeiro set do show da banda, apenas no domingo, ou seja, depois que a banda havia começado a tocar, com "aquela cara de cachorro sem vergonha"... "louco de vontade de tocar e, ao mesmo tempo todo desengonçado" porque... enfim... já havíamos começado a tocar e o som estava rolando tri bala... mas... sabe... faltava "aquela percussão" que somente o nosso parceiro Peter sabe meter na banda! 

A Denise, pra confessar aos amigos, meio que olhou pra situação, assim meio que... "de revesgueio" e, confiando no meu sorriso, nem se abalou também! 

Enfim, voltando para a tarde de domingo, antes do show, eu e Denise passamos todos os tons em mais ou menos uma hora mas, o Peter estava, literalmente, "dentro d'água", e, no meio do Guaíba! O Alemão nem imaginava o que rolou na tarde! Então, foi tudo assim... completamente tranquilo... "no normal" do que sempre acontece com a "NO FIO DA NAVALHA", a gente se encontra e toca!

Mas, para a Denise, era um primeiro encontro com a gente... jamais tocamos juntos,e, ela nem imaginava quem comporia, com ela, esse desafio! Até trocamos algumas palavras pelo face, expliquei-lhe, detalhadamente, que depois de passarmos os tons ela não esperasse que "algo" do que fizéssemos na tarde fosse sequer parecido com o que poderia acontecer quando subíssemos no palco! 

Surpreendentemente ela sacou na hora e topou com uma coragem e galhardia o desafio de cantar "NO FIO DA NAVALHA"  sem qualquer constrangimento!

O Maurício Oliveira levou o Sax Tenor, o Alto, o Soprano e a Transversa, era uma metaleira pra todo lado e enquanto nos passávamos os tons o Maurício ria como louco... "Baaah Borba tudo diferente!" Dizia o Maurício! Mas claro... sempre que tocamos em trio ou quarteto, o sopro é o nosso grande protagonista e naquele domingo a voz ocupou esse espaço repleto de organicidade. 

No decorrer do show fomos nos aproximando cada vez mais e a sensação de que "o momento estava se construindo por si só" foi se apropriando tanto dos músicos quanto da platéia, e, com a chegada do Peter, ganhamos mais fôlego e a Denise se soltou ainda mais numa beleza sem par. 

Eis que no meio do show... não lembro bem se... no meio ou no fim... comentei com ela: "Denise... sabes que tu tens um timbre e um jeito de cantar que me faz lembrar uma cantora bageense, que amo de todo o coração e que toquei com ela faz uns 15 anos" e, antes mesmo de terminar o que dizia ela me olhou nos olhos, com aquele sorriso peculiar dela e me disse: Maria Helena Carvalho! Fiquei estupefato... porque a Maria Helena está em Sampa faz tanto tempo que nem imaginaria que alguém aqui no sul pudesse se lembrar dela... pois não é que as duas, além de serem amigas de longa data, cantaram juntas em Sampa por muitos anos e são como comadres! hehehe! 

A "energia" de ambas é de uma vitalidade inigualável, e assim, do nada, descobri o motivo que, já na primeira nota da Denise, fiquei quase sem ar de tão sensibilizado! 

Foi uma sensação inusitada e maravilhosa de reencontro com espíritos que se construíram juntos na arte! 

Rimos como doidos da situação! 

A maior surpresa ainda estava por vir, a Denise chamou a Sandra e comentou: "o Borba tocou em Bagé com a Maria Helena!" 

A Sandra, a Denise e a Maria Helena se conhecem desde sempre... foi então que compreendi porque a Sandra entrou em contato comigo naquela madrugada de terça para quarta... foi por pura intuição... ela sacou que eu e a Denise tínhamos algo em comum e foi afirmativa no Face repetindo várias vezes isso: "Borba vocês tem muito em comum", pois não é que a Sandra acabou nos proporcionou esse encontro fantástico e inusitado que, espero, brevemente se repita!

Foi uma das mais lindas noites da minha vida!

Por sinal... depois de tantas "mudanças" na minha vida... foi uma benção esse encontro! 

Os amigos não tem ideia do quanto foi lindo!

A "tarde-noite", no Domingo de Chá do London Pub & Bistro, não seria completa sem a presença dos nossos amigos que compareceram para nos abraçar, dividir uma taça de vinho, jogar conversa fora, degustar as delícias da cozinha Juliana e do Toni, naquele espaço lindo do London, curtindo com a gente esse momento de plena sensibilização, desafio e descobertas. 

Ouvir Denise Tonon cantando NO FIO DA NAVALHA foi um daqueles momentos que lamento imensamente por aqueles que não se ligaram que o London, nas suas tardes des domingo é um espaço muito especial e imperdível! 

Ao menos foi assim nos últimos dois domingos em que estive lá e que confesso, não perderei mais nenhum porque sempre são fins de tarde agradavelmente surpreendentes!

A Rosa Maria Marim Pacheco, sempre atenta com os acontecimentos musicais da cidade, levou a nossa diva, dona Ivone Pacheco, para nos ouvir e óbviamente convidei-a para nos dar uma canja no piano!

Cá pra nós... a dona Ivone comentou "ao pé da orelha" comigo... "Hoje eu não vou tocar". Eu e Rosa ficamos surpresos! hehehe! A Rosa chegou a pular na mesa: "Como é que é mãe?" Então, perguntei-lhe porque? E, com um sorriso largo e cheio de vida, ela respondeu-me, sempre nos surpreendendo com o seu humor peculiar: "O pianista está arrasando!" hehehe! 

Um carinho como esse, vindo de uma linda mulher como Ivone Pacheco, nunca é um "elogio" é "um abraço no coração!" 

Então a conduzi ao piano para tocar com o Peter na batera e o Maurício no Sax e nossa noite foi literalmente inusitada!

Obrigado a galera do London Pub & Bistro por ter nos oportunizado esse momento lindo de Bossa Nova, MPB e JAZZ em meio a uma platéia que está se organizando pra curtir o seu fim de tarde ouvindo sempre boa música, num espaço encantador, em encontros que sempre promentem ser inusitados e surpreendentes!

Valeu!

Renato Borba

Denise Tonon: 





Maurício Oliveira:




Rosa Maria Marim Pacheco: Clube de Jazz Take Five



quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Domingo tem Chá das Cinco no London Pub & Bistro que apresenta: Denise Tonon "NO FIO DA NAVALHA".



Esperamos os amigos para esse chá que promete ser brasileiríssimo!

SERVIÇO:

DENISE TONON: "NO FIO DA NAVALHA!"
Domingo: 31 de agosto de 2014.
Hora: 17h.
Ingressos no local: R$20,00
BOSSA NOVA/MPB/JAZZ


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Domingo de Chá das Cinco no London Pub & Bistro



Chá das 17h no London Pub & Bistro com Luciano Bolobang Jazz Trio.
          A tarde de domingo não poderia prenunciar uma semana mais linda, amigos e apaixonados por jazz foram chegando e se aninhando na volta dos músicos e uma energia promovida pela música começou a calar as pessoas. 
          Ouvia-se apenas música, e a energia dos músicos começou a tomar conta das pessoas. Alguns momentos especiais foram de aclamação da galera em peso... a Mila Pulita, chegou "uns" minutinhos atrasada e a banda havia acabado de tocar um tema ensaiado especialmente para a sua voz quando, de repente, sentiu-se, dentre os músicos da banda aquela sensação de "vamos meter de novo"... com a Mila terá outro feeling!" hehhe!
E, de fato...  A Mila assumiu o microfone - por sinal, o único vocal da noite - e, cantou, encantou e... sim...e largou o microfone... de repente ouviu-se um "aaaaaahhhhhhhhhh" do público... emocionante! 

A Mila estava reservando canções para mais tarde! 

Foi linda a manifestação de carinho do público!

A noite foi nos apresentando situações interessantes lindas de se saborear e típicas da noite. No segundo set da Bolobang algumas canjas foram se construindo.
E claro Dona Ivone Pacheco, nossa "Dama do Jazz" ao se apresentar, sempre com seu humor peculiar, chamou o Geraldo Mueller (Batera radicado atualmente na Alemanha) e, seu amigo de longa data, assim: "Agora eu vou chamar o Geraldo, que veio da Alemanha especialmente pra me acompanhar!" hehehe!

Foi um show!

Depois assumiu o piano um rapazinho de 25 anos, simplesmente fantástico, o Max Sudbrack. Fiquei encantado em conhecê-lo, tanto pela sua humildade e simpatia, quanto pela sua capacidade criativa de conseguir, com a sua musicalidade, sensibilidade e criatividade, levar os músicos, que dividiram o palco com ele - com a categoria de um "maestro e arranjador"- a uma energia de um envolvimento sem par. 

A facilidade que o Max tem para criar momentos sensíveis com o piano e dividir tanto com os músicos quanto com o público essa alegria é musicalmente indescritível de tão belo!

Só "vendo e ouvindo" para crer! 

Eu ouvi, vi, senti e me encantei!

Como é bom desfrutar de momentos de um encantamento como esse... e mais tarde quando toquei com a galera da banda chamei-o para trocar uns solos comigo a quatro mãos! heheheh! 

Foi simplesmente lindo! hehehe

A galera estava toda envolvida no Jazz então, resolvi meter "um som bem Brasil" com o Luciano Bolobang na batera e o Adelamir Neto no bass,e, para a minha surpresa, surgiu, assim do nada, a minha princesa Mila Pulita que, num "pulito", assumiu o microfone e deu outro astral pro nosso som! 

Muuuito tri tocar contigo guria!

Que voz! 

E, pra encerrar a participação meti Fly me to the moon e os sopros foram se chegando junto com a voz da Mila!

Bem... o "chá da tarde no London" arrasou, e foram tantos talentos e amantes da música se parcereando que o ambiente ficou, a cada momento que aparecia mais um músico mais intenso e musical. Uma delícia curtir, em plena tarde de domingo, um momento de puro jazz! 

aaah e claro o Maurício Oliveira apareceu sempre NO FIO DA NAVALHA, no fim da noite, e me chamou pra tocarmos juntos... já estava com saudade de tocar com o parceiro!

Enfim, foi um show!

E segundo um papo que tive com a Sandra Cerisara Gil, tem altas novidades para o espaço logo, logo!


Abração!



Claro que essa reunião e o registro do momento somente poderia ter sido feito pela Rosa Maria Marin Pacheco que meteu pressão em toda a galera pra se juntar nesse abraço aos bateras... porque a noite foi, praticamente, uma homenagem aos nossos bateras Bolobang, Geraldo Mueller e Ricardo Arenhaldt que passou por lá e deixou também o seu recado para o Geraldo que daqui a 15 dias estará retornando pra Alemanha deixando saudades aqui no sul! 


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Café Fon Fon - CURSO DESCOBRINDO O JAZZ - 3ª EDIÇÃO


CONFIRME A SUA PARTICIPAÇÃO PELO LINK:

Mudanças...

Mudanças são necessárias na vida de um artista, como as flores que ressurgem belas na primavera e amarelam e tornam-se poeira no outono. Assim toda mudança, ao mesmo tempo em que nos apresenta novidades, deixa também um rastro de saudade dos momentos que ficarão na memória, gravados para a eternidade.

Ao mudar-me do "Menino Deus" para o "Bom Fim", a Praça Israel ficará num lugarzinho especial que o nosso querido Rubem Alves chamava de "bolso: onde guardamos a memória do que provamos e aprovamos!" 

Momentos como os "Saraus de Poesia e Música", que realizei ao entardecer das primeiras quintas feiras de cada mês, na pracinha, sempre no dia da feira ecológica, quando as famílias se reúnem para brincar com os filhos, pra tomar um chimarrão entre vizinhos, pra jogar conversa fora, ou mesmo curtir os "ruídos típicos da praça", como os meninos brincando de "pega pega", andando de bike, os jovens sentados em volta de uma mesa de damas, também rodeado delas, e, jogando truco com a seriedade de um "jogo profissional", a gritaria do "passa a bola meeeuu", as risadas sem fim das furadas dos jovens na quadra de futebol, o lindo tapete amarelo das flores das árvores, o sabor de algumas frutas que a natureza nos reserva, cada qual a seu tempo de maturação, como a deliciosa carambola que, nessa época nos brinda com seu sabor, no meio praça, a delícia de sempre encontrar alguém, a qualquer hora e momento, pra trocar uma ideia... enfim... essas "memórias" ficarão guardadas nesse "bolso das experiências que provamos e aprovamos."

Bairro novo, casa nova, novos amigos, novos companheiros de casa, novos vizinhos, novo espaço de trabalho, novos desafios, novos projetos, a banda a mil, os melhores espaços culturais efervescentes e se abrindo, o porto-alegrense nos recebendo de coração aberto, sensível às nossas propostas culturais e artísticas, enfim... tudo novo! 

Recomeçar?  

Não!

Continuar! 

Humm...

A vida é assim... nos oportuniza renovação a cada dia!

Saudade?

Não sei bem se é "saudade" esse sentimento que me enternece agora, talvez, seja mais do que saudade, seja "apego ao chão", como se esse momento, que se traduz em "afastamento do lugar onde se vive", fosse também uma espécie de reconhecimento do quanto "esse espaço é vivo e repleto de vida!"

As vezes é preciso, de fato, mudar-se, para mudar também algo em si!

Até então, sempre me vi e me reconheci nas pedras, nas calçadas, nas ruas, no frio seco da minha terra natal, Bagé, de repente, estou me "re-conhecendo" e quem sabe até me "identificando", com uma Porto Alegre que, até o momento, não era para mim, "a minha terra". 

Sempre digo brincando: "o bageense quando sai de Bagé, na verdade, apenas empurra um pouquinho, e mais além, os limites da cidade," agora, em que estou de muda do "Menino Deus" para o "Bom Fim", começo a perceber que parte de mim é porto-alegrense, graças a essa pequena e singela pracinha, percebi que, muito de mim, ao mudar-me, mudou-me, e, fica aqui no "Menino Deus". E, a descoberta de que, "sou parte" da vida de tantas pessoas e amigos que fiz aqui no bairro, na pracinha Israel, vai comigo para o "Bom Fim", com a certeza de que muito em mim agora é PORTO ALEGRE!

Renato Borba.
Maestro

Projeto CRIARTERIAS: OFICINAS DE MÚSICA E IDENTIDADE 
Centro Cultural CEEE Erico Verissimo 
Porto Alegre - RS. Brasil.